Até a década de trinta, a única professora da região era a Sra. Maria Serafim de melo, que lecionava para alguns alunos na fazenda do Sr. Ruberto do Nascimento avô do conhecido Sr. João de Deus. E foi assim até o ano de 1937, pois, em 1932 o Sr. Gileno Amado havia adquirido certa quantidade de terras no povoado de Jussari e, juntamente com a sua esposa Sra. Amélia Amado tiveram a idéia de construir, em 1937, uma casa onde pudesse funcionar uma escola pública que atendesse aos alunos de todo o povoado. Então, no mês de setembro do mesmo ano começou a construção daquele que seria o primeiro prédio público de Jussari, e foi inaugurado no ano de 1938 com o nome de Escola Donana Amado Veríssimo Silva Leite.
A primeira Escola
O primeiro professor dessa escola foi o farmacêutico Veríssimo Silva Leite.
As construções
No mesmo ano, não se sabe ao certo o motivo, o coronel Gileno Amado dá ordens para derrubar todas as casas que fazem fundo para a sua fazenda (Marineda), com isso, a escola vai funcionar, em 1940 no prédio da Igreja N. S. das Candeias (na época funcionava um armazém de cacau), sob a regência da professora Maria Amélia Ramalho (filha de Agenor Gonçalves). No ano de 1942 para o ano de 1943 a então professora muda-se para Buerarema (que se chamava Macucu).
A professora Zumira Falcão assumiu a responsabilidade, e se encarregou de dar aulas para os alunos em sua casa na rua albino Paiva (Barbosada), e quando tinha eventos pedagógicos,eram realizados no salão da igreja.
Essa situação se estendeu até o ano de 1944, quando chegou à professora Regina Monteiro Veloso, trazido para Jussari por D. Amélia Amado para dar aulas no mesmo armazém de cacau, onde hoje se encontra as ruínas da Igreja. Surgiu, então, a necessidade de regularizar a situação documental da escola que funcionava a todo o vapor. No mesmo ano os documentos foram preparados e é fundada, assim, a Escola Amélia Amado e só em 1961 se deu o ato de inauguração do prédio construído pelo mestre Leonel Batista.
Ao inaugurar o prédio D. Amélia Amado doa (de boca, sem nenhum documento que comprove a doação) parte do prédio para o Estado por questões até então desconhecidas. O Estado, por sua vez, regulariza todas as pendências burocráticas da escola.
A partir de 1964 a professora Regina Monteiro conta com o apoio das seguintes professoras: Neuza Meireles, Ademir Martins, Edna Luzia e Lurdes, que juntas desempenham um papel espetacular para o desenvolvimento e progresso do saber.
O marido de D. Amélia Amado falece no ano de 65 em Itabuna em um acidente de carro, anos depois falece Amélia Amado.
A Escola Amélia Amado até esse período ensinava apenas o primário (1ª a 4ª série).
Ginásio em Jussari
Já em 1966, começa a funcionar no prédio o ensino Ginásio com o nome de Escola Conecista Donana Amado e era administrado pela CENEC (campanha nacional de Escola da Comunidade), ou seja, duas instituições em um mesmo prédio. A Escola Amélia Amado com o primário e Escola Conecista Donana Amado com o ginásio, sendo que para manter o ginásio funcionando e pagar os professores, as famílias dos alunos pagavam mensalidades para a CENEC. Os turnos eram divididos da seguinte forma: manhã e tarde – primário, tarde e noite – ginásio com as professoras: Irani, Iolanda, Naildes, Nal, Carolina Brito e Adelina.
Nesse tempo Jussari ainda era povoado de Itabuna.
Inauguração em 1961
A escola sente a falta de sua bem feitora, principalmente nas bodas de pratas da Instituição Amélia Amado no ano de 1969. A festa mexeu com o povoado que recebeu a presença de autoridades ilustres de Itabuna e diversos amigos da família Amado, onde homenageiam a, mentora e fundadora da instituição.
Os Mestres e a chegada do 2º grau
Uma nova conquista impulsiona mais ainda a educação jussariense. No ano de 1980 a Escola Conecista Donana Amado começa a lecionar o ensino de 2º grau, com o Sr. Gessé Xavier como secretário.
No período de 1980-85 a Escola Amélia Amado sobrevive apenas com três professoras: Maria Amélia, Nal e Agenice Costa, que desempenham um papel heróico pela educação. O reforço só chegou em 1985 com as professoras: Yara, Edilene, Neide e Estela.
De 1986 a 1988 as professoras Terezinha e Maria Amélia assumem a diretoria da CENEC. A professora Estela assume de 1989 a 1992 a coordenação do Estado e a Professora Terezinha Vieira Cardoso a diretoria do Estado.
O Acordo
A família Amado, já no ano de 1993, doa o prédio inteiro para a CENEC em troca de um
terreno em frente do cemitério (de propriedade da CENEC) para a construção da Escola Municipal Antônio Ferreira Nobre, pela prefeitura.
Entre os anos de 1996 e 1997 a CENEC (que administrava a Escola Conecista Donana Amado) extinguiu o ensino ginásio, que foi incorporado pela Escola Plínio de Almeida, ficando apenas com o ensino médio pela Escola Conecista Donana Amado e o primário pela Escola Amélia Amado.
As Migrações
Após a aposentadoria da professora Agenice, a professora Neone assume como diretora do Estado, e a professora Yara é a sua vice.
Por não ter estrutura para comportar as duas instituições, a nossa pérola (Escola Amélia Amado – 1ª a 4ª série) muda-se para o prédio do Sr. Agenor Barreto vizinho aos correios, e fica ali nos anos de 2001 e 2002.
Já no ano de 2003, por motivos até então escuros, a instituição Amélia Amado passa a funcionar no prédio do Colégio Plínio de Almeida e dividir espaço com os alunos do ensino fundamental, pois a professora Neone extinguiu o ensino Primário da Escola Amélia Amado e fundou o Ensino Médio (Formação Geral, pois o Plínio lecionava Magistério e Contabilidade) com o mesmo nome da Escola Amélia Amado.
Nesse período começa a concretização de um sonho. Os descendentes da família Amado doa para o estado um terreno p ara a construção de um espaço que abrigasse a instituição fundada pelo coronel Gileno Amado e sua esposa Amélia Amado.
Em junho de 2005 a professora Neone sai do cargo e assume a professora Maria Cleide. São concluídas as obras no novo e moderno prédio, e a sua inauguração marca a concretização da conquista alcançada pela educação.
2006 ano da mudança para o novo prédio.
2007, uma nova era da educação com a professora Joana Diretora e Yonara Carneiro vice-diretora.



